Quem foi Jesus

Quem foi Jesus Cristo? Mito, mestre, Deus ou louco?

Jesus Cristo é sem dúvidas a figura mais influente e conhecida que já pisou nesse mundo.

Talvez nenhum homem tenha gerado tanto impacto no mundo como Jesus fez. No mundo ocidental as suas marcas são muito claras. Do calendário às tradições e comportamentos da sociedade.

Mas a sua figura não se limita apenas ao Cristianismo. Até mesmo dentro de outras das maiores religiões do mundo (inclusive mais fortes no Oriente) Jesus é reconhecido.

No Espiritismo ele é o espírito mais puro que já pisou na Terra; no Islamismo Jesus é um grande profeta, servo de Alá e que fez muitos sinais; no Cristianismo Jesus é o Filho do Deus vivo, messias e Senhor.

Nesse post vamos entender um pouco quem foi Jesus analisando os fatos e relatos a seu respeito. Veremos que temos algumas opções de quem ele pode ter sido:

  1. Jesus é um mito e sequer existiu;
  2. Jesus foi um grande profeta e mestre da moral
  3. Jesus foi um revolucionário
  4. Jesus foi um maluco com complexo de grandeza
  5. Jesus era e é o Filho de Deus

A intenção desse conteúdo não é afirmar quem ele foi. Porém, apresentar que das 5 opções acima, apenas 2 opções podem ser sustentadas e consideradas como verdadeiras.

Vamos então analisar essas opções com mais detalhes e entender quem foi Jesus Cristo e por que ele marcou a humanidade como nenhum outro homem.

Jesus existiu? O que a história diz sobre ele

A primeira análise que precisamos fazer é se Jesus realmente existiu. Existem evidências de suas passagem na Terra?

Caso elas não sejam suficientes a discussão poderia ser rapidamente encerrada. E uma vez que essa hipótese anularia todas as outras, é por ela que começaremos a nossa análise.

Para começarmos precisamos primeiramente observar a principal fonte histórica a respeito do Nazareno, ou seja, o Novo Testamento da Bíblia.

Essa é sem dúvida a principal fonte sobre a vida e ensinamentos de Jesus. Portanto para sabermos se ele realmente existiu precisamos nos fazer uma importante pergunta:

Podemos confiar na veracidade do Novo Testamento? Seriam eles documentos históricos relevantes o suficiente para basearmos a nossa crença na existência de Jesus?

A veracidade do Novo Testamento

O Novo Testamento são escrituras muito antigas e que muitos acusam terem sido escritas muito depois da morte de Jesus. Uma vez que os manuscritos que existem provém de datas tardias.

Porém descobertas arqueológicas recentes comprovaram a exatidão dos escritos do Novo Testamento. São eles:

Todos eles datados entre os anos 100 e 200 d.C. fizeram a ponte entre o tempo de Cristo e os manuscritos existentes provenientes de datas mais tardias. Os manuscritos comprovam a transmissão acurada do texto do Novo Testamento.

Algumas dessas descobertas tem feito com que arqueólogos e acadêmicos confiem cada vez mais na veracidade dos manuscritos da Bíblia.

William Foxwell Albright considerado um dos mais renomados arqueólogos bíblicos, afirma que hoje já não temos base sólida para datar qualquer livro do Novo Testamento como datado após o ano 80 d.C.

Outro renomado arqueólogo a se convencer da veracidade dos manuscritos do Novo Testamento foi Sir William Ramsay. A princípio ele não cria na veracidade e nem na antiguidade do livro de Atos.

Porém, após estudar o livro e perceber os meticulosos detalhes de Lucas (autor do livro), teve que voltar atrás e apontou Lucas como um historiador de primeira categoria, um dos maiores de todo o mundo.

Além desses fatos temos alguns outros que mereciam muito destaque, mas preciso resumir, afinal, esse post não é uma tese de doutorado:

Todos os livros do Novo Testamento datam do primeiro século 

Isso mostra como a distância dos relatos escritos pelos apóstolos e demais autores, aconteceram muito próximos aos fatos, ampliando a aceitação da veracidade dos relatos.

Lucas é considerado um grande historiador por grandes arqueólogos contemporâneos

Como mencionado no exemplo de Ramsay, o livro de Atos é considerado um preciso e metódico documento histórico. A precisão das localidades e descrição dos fatos de Lucas impressionam acadêmicos e historiadores.

Possui mais fontes materiais do qualquer livro da antiguidade

No quesito abundância de materiais que reforçam a autoridade dos manuscritos, o Novo Testamento se destaca em comparação a outros textos clássicos.

Mais de 20 mil cópias de manuscritos foram encontradas até o ano de 2009.

A Ilíada, segundo livro mais antigo depois do Novo Testamento, no que diz respeito à autoridade do manuscrito, existem apenas 643 manuscritos

(Fonte: Mais que um Carpinteiro).

Possui evidências internas (Ex. At 26: 24-26 e Lc 1:1-4)

São afirmações dos autores que poderiam descredibilizar totalmente os seus escritos. E os autores do Novo Testamento fazem isso constantemente. Os versículos acima são alguns exemplos.

Os relatos sobre Cristo circulavam durante o período de vida dos contemporâneos de Jesus. Essas pessoas, com certeza, poderiam confirmar ou negar que os relatos eram verdadeiros.

Possui evidências externas

Vamos observar agora relatos externos, de homens que não escreveram a Bíblia, porém mencionaram Jesus em seus escritos.

O importante aqui é vermos se outros materiais históricos, além dos manuscritos bíblicos confirmam ou negam o testemunho interno dos documentos neotestamentários.

Duas figuras conhecidas e próximas do apóstolo João podem ser citados a princípio. O primeiro é Papias, bispo de Hierápolis em 130 d.C, citado pelo historiador Eusébio, onde afirma a veracidade dos escritos de Marcos, revelado por ele como intérprete do apóstolo Pedro.

Outra famosa figura é o bispo Irineu de Lion, aluno de Policarpo, discípulo do apóstolo Joaão, que combatendo heresias na sua época menciona diretamente Pedro, Paulo e faz referências diretas ao Evangelho de João.

As fontes também vêm de historiadores e personagens não cristãos. Aqui dois deles se destacam:

Flávio Josefo (37d.C – 100 d.C) (Antiguidades)

O historiador Judeus menciona Jesus em seus relatos históricos. Existem duas fortes passagens de Josefo a respeito de Jesus. Uma delas é polêmica e alguns acreditam ser interpolações dos seus escritos, chamada de Testimonioum Flavianum

A principal argumentação consiste por conta de Josefo, que era Judeu, mencionar Jesus como o Cristo.

Porém, existe outra passagem em sua obra onde Josefo fala a respeito da prisão de Tiago e o chama de irmão de Jesus. Aqui, Josefo não chama Jesus de Cristo, tornando a passagem mais aceita.

Cornélio Tácito (56 d.C – 117 d.C)

Cornélio Tácito foi um historiador Romano que citou os seguidores de Cristo e o próprio Jesus (punido com pena máxima sob o governo de Pôncio Pilatos) em seus relatos a respeito do incêndio de Roma.

Existem outros relatos e evidências tanto internas quanto externas. Quis apresentar aqui o suficiente para mostrar como atualmente, a maior parte dos historiadores acreditam na existência de Jesus.

Dessa forma vemos como o Novo Testamento é confiável e fontes externas validam a sua veracidade.

Sugiro aqui dois livros que podem ajudar bastante e trabalham essas questões com muitos mais detalhes do que esse texto. São eles:

Agora que sabemos que não é um mito, precisamos identificar quem ele foi e por que ele impactou tanto a humanidade.

Seria Jesus um revolucionário?

Uma opção apontada por muitos é que Jesus seria um revolucionário. Um homem que se posicionou contra os grandes líderes Judeus e Romanos e foi contra as leis que muitas vezes oprimiam a sociedade na época.

Porém, se analisarmos as escrituras, fonte confiável histórica a seu respeito, perceberemos que Jesus estava longe de ser um grande revolucionário.

Contra o Império Romano

Os líderes religiosos judeus, que eram confrontados por Jesus, não por seguirem as leis da Torá, mas por sua hipocrisia, bem tentaram pintar a imagem de revolucionário contra o Império Romano.

No final do capítulo 21 do livro de Mateus, vemos que os sacerdotes e fariseus (líderes religiosos) buscavam ocasião para prender Jesus, porém temiam a grande multidão que o seguia.

Então no capítulo 22 vemos um estratagema que culminou em uma das mais famosas frases ditas por Cristo.

No versículo 15 vemos como eles tramavam como “surpreender Jesus em alguma palavra”, alguma forma para acusá-lo.

Então eles levantam o questionamento a Jesus: “é lícito pagar tributo a César?”

“Dai a César o que é de César”.

Essa resposta sutil mostra como Cristo nunca quis levantar uma revolta contra o império Romano. Embora seguido por multidões e por seus fiéis apóstolos, não vemos nenhum princípio de revolta, nem antes e nem depois da sua crucificação.

É importante destacar também que um líder revolucionário, libertador do Império que dominava sobre os judeus, era exatamente o eles esperavam de seu Messias. Um rei libertador.

E não um homem que ordenaria que eles seguissem pagando tributos a César.

Outro sinal que demonstra isso é a reação dos discípulos após a morte de seu mestre.

Eles não pegam em armas e se rebelam contra o império que o crucificou, mas amedrontados se escondem e abandonam o seu mestre em suas últimas horas de vida.

E por fim, em nenhum registro sobre a vida de Jesus vemos ele se posicionando ou tentando criar um confronto direto contra o Império Romano.

Contra as Leis dos Judeus

Alguns argumentam que se analisarmos a história de Jesus veremos que ele foi um revolucionário contra o sistema religioso judaico. 

Se posicionando contra as leis e contra os seus líderes.

De fato, vemos o nazareno confrontando de forma severa os líderes religiosos, mas como citei, Jesus não os confrontava por conta das Leis, mas pela hipocrisia.

Os Fariseus eram mestres na Lei, um grupo de líderes com muito conhecimento. Porém eram orgulhosos e hipócritas. Julgavam o povo pela menor das transgressões e se consideravam superiores.

Tornavam o seguir a Deus em um fardo pesado.

Jesus, porém, os confrontava pela sua hipocrisia e seu orgulho, e ensinava que Deus valorizava muito mais um pecador que reconhecia suas falhas do que um fariseu que acreditava ser irrepreensível (Lc 18.9-14).

“Não vim para revogar, vim para cumprir” (Mt 5:17-20)

É assim que o próprio Cristo se posiciona perante a Lei. Jesus não veio para revogá-la, não veio para revolucionar a religião judaica, mas veio para cumprir a Lei.

Dessa forma vemos que Cristo não era um revolucionário contra o Império e nem contra a religião judaica.

Quem então foi Jesus? Ainda nos restam três opções.

Mestre da moral, Maluco ou Deus?

Precisaremos analisar essas últimas três possíveis facetas de Jesus simultaneamente.

As duas mais populares são que Jesus era Deus (para aqueles que seguem uma religião Cristã) ou que ele era um grande mestre da moral (com exceção aos anteriores é assim que Jesus é majoritariamente visto).

Porém dificilmente veremos uma pessoa acusar Jesus de ser apenas um maluco. O que na verdade se mostra uma teoria extremamente aceitável.

E a melhor forma de entendermos quem Jesus foi, e quais dentre as três possibilidades realmente podem revelar quem ele era, é olharmos para o ponto central da sua vida: a cruz!

Por que Jesus foi crucificado? Por que Jesus incomodava tanto os líderes Judeus?

Talvez você não consiga responder essas perguntas de cara. Mas as respostas para elas são a chave para entender quem ele foi.

Você sabe qual a diferença entre Jesus e Buda, Confúcio ou qualquer outra grande mestre da moral?

A resposta para essa pergunta é a mesma das anteriores. 

Jesus foi condenado e crucificado, mas para haver condenação, é necessário primeiro haver uma acusação. E qual foi, então, a acusação que o levou a cruz?

A resposta é simples: Jesus afirmou SER Deus!

Jesus disse de forma clara, em inúmeras situações, que ele era Deus! E os Judeus entendiam isso. 

Embora muitas pessoas que enxergam Jesus como um grande mestre da moral digam que Ele jamais afirmou ser Deus, uma análise nos documentos históricos registrados nas escrituras rapidamente nos provam o contrário.

Talvez a afirmação mais forte de Jesus dizendo ser Deus esteja no Evangelho segundo João. O livro por si só foi escrito com o intuito de mostrar a divindade de Cristo, combatendo heresias da época.

O livro começa com João afirmando que Jesus era Deus:

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”

E João relata a contundente afirmação de Cristo no capítulo 8 do seu Evangelho. Em uma discussão com alguns judeus Jesus afirma que Abraão vira o seu dia.

Imediatamente os Judeus replicam “não tens nem 50 anos e viu Abraão?”

Ao que Jesus responde: “Antes que Abraão existisse, EU SOU”.

O termo é exatamente o mesmo usado por Yaweh ao se revelar a Moisés na sarça ardente (Ex 3.14).

Portanto Jesus afirmou com clareza “Eu sou Deus”. E os Judeus entenderam perfeitamente o que ele quis dizer. No versículo seguinte João relata que os ouvintes pegaram pedras e queriam apedrejá-lo.

Para eles, Jesus estava cometendo uma grave heresia. 

E era por esse tipo de afirmação que os grandes líderes religiosos queriam ver Jesus morto, crucificado. 

Temos muitos outros exemplos onde Cristo afirma ser Deus ou se comporta como um ser divino:

  • Perdoa pecados. O que só era permitido a Deus. Acusado de blasfêmia. (Mc 2.5)
  • Se intitula o Cristo, Filho de Deus (Mc 14:60-62)
  • Diz ser um em essência com o Pai (Jo 8:19, 12:45, 15:23, 5:23)
  • Foi acusado por quem alegou ser (Mt 27: 42-43)
  • O escrito na cruz, a sua acusação: “Rei dos Judeus” (Mt 27:37, Mc 15:26)
  • Afirmações com “Eu sou”: Pão da Vida, Caminho, Verdade, Vida, Luz do Mundo, a Porta.
  • EU SOU (Jo 8:56-58)

Esses são apenas alguns exemplos de uma lista enorme.

Isso nos mostra que Jesus não só dizia ser Deus, como acreditava que ele realmente era Deus.

Essa característica o diferencia fortemente de qualquer outro grande mestre da moral que tivemos na história da humanidade. Nem Buda, nem Confúcio, nem Maomé, nem Gandhi… nenhum deles afirmou ser Deus.

E deixo uma reflexão: você consideraria um homem que se comporta como Deus, que afirma ser Deus, que sai por aí perdoando os pecados dos outros como um grande sábio? Como um grande mestre da moral?

É claro que Jesus fez lindos ensinamentos como “amar os inimigos”, “dar a outra face” etc. Mas, seriam esses ensinamentos suficientes para ignorarmos que esse grande sábio alegava ser Deus?

O que você acharia se algum sábio, filósofo, filantropo, empresário de sucesso ou até um amigo chegado seu perambulasse por aí alegando ser Deus ou dizendo que existia antes de um homem que viveu séculos atrás? Você ainda o respeitaria da mesma forma?

Provavelmente não.

E aí vemos que podemos enxergar Jesus de duas maneiras diferentes: Ou ele foi e é Deus ou ele não passa de um maluco com complexo de grandeza.

Um homem que dissesse as coisas que Jesus disse jamais seria um grande mestre, jamais seria considerado um grande sábio. Sobre isso temos o famoso “Argumento do Trilema” de CS Lewis:

Estou tentando impedir que alguém repita a rematada tolice dita por muitos a seu respeito: “Estou disposto a aceitar Jesus como um grande mestre da moral, mas não aceito a sua afirmação de ser Deus.” Essa é a única coisa que não devemos dizer. Um homem que fosse somente um homem e dissesse as coisas que Jesus disse não seria um grande mestre da moral. Seria um lunático – no mesmo grau de alguém que pretendesse ser um ovo cozido — ou então o diabo em pessoa. Faça a sua escolha. Ou esse homem era, e é, o Filho de Deus, ou não passa de um louco ou coisa pior. Você pode querer calá-lo por ser um louco, pode cuspir nele e matá-lo como a um demônio; ou pode prosternar-se a seus pés e chamá-lo de Senhor e Deus. Mas que ninguém venha, com paternal condescendência, dizer que ele não passava de um grande mestre humano. Ele não nos deixou essa opção, e não quis deixá-la.”

Por mais difícil que pode ser aceitar essa afirmação, temos que admitir que Lewis estava certo.

Tudo bem, entendemos então por que não devemos chamar Jesus de um grande mestre da moral. Isso revelaria um desconhecimento sobre as afirmações que ele fazia e sobre o seu comportamento.

Podemos considerá-lo como um mentiroso ou um lunático. Mas por que um maluco que afirma ser Deus influenciou tanto o mundo? Por que até hoje falamos, lemos e somos influenciados por Ele?

Sabemos de fato que podemos crer que Jesus era louco, mas…

Podemos crer que Jesus realmente era/é Deus?

Como analisamos até o momento, podemos saber que Jesus existiu e que ele pode ter sido um louco ou ele pode ser o que afirmava ser, Deus.

A segunda afirmação é um pouco complicada de digerir. É fácil entender porque ele pode ser considerado um louco. Mas podemos defender a alegação de Cristo em ser Deus?

Quando analisamos os documentos históricos registrados com a biografia de Jesus, vemos que ele fez grandes sinais e maravilhas, além de trazer grandes ensinamentos, mas seria isso suficiente para crermos que ele era Deus?

De fato Jesus pode ter existido, ter sido um louco e depois, os seus discípulos divulgaram as suas histórias e construíram uma religião tornando Jesus em um grande mito.

Como veremos, isso é pouco provável. 

Existe um elemento na história de Jesus que o diferencia de qualquer outro homem que já existiu. Foi esse o motivo que fez com que todos os seus seguidores pregassem o seu nome fervorosamente.

E é esse motivo que faz com que o seu nome seja pregado até hoje e influencie a vida de tantas pessoas: a Ressurreição!

Quando o Cristianismo surge, ele é baseado na alegação que Jesus Cristo vive! Ele ressuscitou dos mortos. 

Sem esse fato, a alegação de Jesus ser Deus deveria ser imediatamente descartada. Ou Jesus era um maluco, ou, de fato, ele venceu a morte.

Se Jesus realmente ressuscitou, então realmente teremos duas opções críveis em relação a esse homem. Então é impossível não respondermos a pergunta: posso crer que Jesus ressuscitou?

A história nos mostra que sim!

Os Apóstolos

A morte de Jesus foi sem dúvidas um balde de água fria para os seus apóstolos se esconderam. Eles temiam por suas vidas e não conseguiam compreender como o Messias prometido havia padecido.

Poucos dias depois, repentinamente, os seguidores de Cristo passam a pregar fervorosamente que Jesus Cristo estava vivo.

E não só isso, pessoas que não seguiram a Jesus em vida, como o seu irmão Tiago, a quem Jesus aparece (1CO 15:7), começam a proclamar que ele verdadeiramente era o Cristo.

É de se estranhar que esses 11 homens amedrontados e frustrados repentinamente resolveriam pregar que Jesus havia ressuscitado.

Ainda mais em um contexto absolutamente contrário para o surgimento de uma nova religião.

Pregando para Judeus devotos e que haviam crucificado a Cristo por suas alegações, e dentro do império Romano, onde a figura do Imperador era o único a ser chamado de Senhor — título que os seguidores de Jesus usavam para se referir ao seu mestre.

Além disso é difícil imaginar como um grupo, cujo os líderes mais prolíficos eram pescadores incultos e iletrados (At 4:13), conseguiriam criar uma religião em que o seu mestre acabara de ser crucificado.

Isso mostra como a veracidade do discurso dos apóstolos precisa ser levada em conta. Ninguém levaria uma religião a sério com o Messia que se dizia Deus morto.

Você morreria por uma mentira?

Outro estranho fato histórico que reforça a possibilidade da ressurreição de Jesus é a forma como os seus apóstolos morreram.

Dos 11 restantes (após o suicídio de Judas), apenas João morreu de forma natural. Todos os outros morreram como mártires em nome de Jesus. Grande parte como mortes terríveis e depois de sofrerem fortes torturas.

O próprio João, apesar de não ter sido martirizado, passou grande parte da sua vida em prisões sofrendo torturas e sendo perseguido.

  1. Pedro foi crucificado (a tradição acredita que de cabeça para baixo)
  2. André foi crucificado
  3. Tiago foi morto à espada
  4. Filipe foi crucificado
  5. Bartolomeu foi crucificado
  6. Tomé foi morto por uma lança
  7. Mateus foi morto à espada
  8. Tiago (Pequeno) foi crucificado
  9. Tadeu foi morto a flechadas
  10. Simão Zelote foi crucificado

Jesus acreditava ser Deus, sendo isso loucura ou um fato, é de se esperar que ele realmente morresse por isso. E isso acontece em muitas religiões.

Mas existe algo peculiar na morte desses homens. Eles foram testemunhas oculares, eles caminharam com Jesus, eles sabiam muito bem quem Jesus era.

Para eles morrerem por Cristo, eles precisavam estar muito convictos de que ele era quem ele alegava ser.

Se o objetivo deles era criar uma religião ou disseminar uma mentira, é difícil imaginar como nenhum deles sequer, debaixo de torturas e de mortes tão cruéis como uma crucificação, não esmoreceriam e admitiriam estar mentindo.

E o mais estranho, de onde surgiu a coragem desses homens? Aqueles mesmos discípulos haviam abandonado Jesus em suas horas finais. 

Se eles não estavam dispostos a morrer por Jesus enquanto ele estava vivo, por que estariam dispostos a morrer por Jesus quando ele estava morto?

Essa é uma reflexão que precisamos fazer quando questionamos a possibilidade de Jesus ter ressuscitado ou não.

Existem algumas outras evidências importantes de analisarmos.

Saulo de Tarso

O apóstolo Paulo, responsável por escrever grande parte dos documentos neotestamentários possui uma história que não pode ser ignorada.

Primeiro porque ele era o mais devoto dentre os judeus e perseguia os seguidores de Jesus acusando-os de heresia. E fazia isso por seu zelo ao judaísmo. E esse homem se tornou o mais fervoroso e prolífico pregador do Evangelho de Jesus Cristo.

Segundo porque o próprio Paulo narra ter tido um encontro com Jesus.

Seria estranho imaginar um fariseu (mestre da lei da judaica) devoto, instruído, culto e cheio de conhecimento, tenha sido convencido por pescadores incultos que Jesus havia ressuscitado.

E esse homem que sonhava em acabar com o cristianismo, foi aquele quem mais contribuiu para que a expansão da religião recém surgida.

Não temos dúvida nenhuma do que fez Paulo mudar. Afinal, o próprio Paulo narra em suas cartas. Ele alega ter encontrado o Jesus ressurreto. 

Paulo pode ter enlouquecido ou ter sofrido uma ilusão. Mas é difícil entender como o homem que “sobressaia a todos da sua idade”, era um dos líderes judaicos mais respeitados, era reconhecido e próspero, abriria mão de tudo para viver foragido e perseguido, sendo preso, apedrejado, torturado e, por fim, morto, em nome daquilo que um dia queria destruir.

Precisamos refletir também sobre esse homem. Ou Paulo, de fato, enlouqueceu, ou teve um encontro com Jesus e foi transformado no exato oposto daquilo que era.

O túmulo vazio

É impossível falarmos sobre a ressurreição de Jesus sem mencionarmos o túmulo vazio.

Mais de 2 mil anos após o evento que mudou a humanidade, ainda não conseguem explicar o desaparecimento do corpo de Jesus. O túmulo vazio é um fato. O corpo nunca encontrado, também.

Existem muitas teorias que tentam explicar o desaparecimento do corpo de Jesus:

  • A teoria que as mulheres foram ao túmulo errado
  • A teoria da alucinação coletiva 
  • Teoria do corpo roubado pelos discípulos
  • Teoria do corpo removido
  • Entre outras

Nenhuma dessas teorias, porém, recebe credibilidade suficiente para explicar o desaparecimento do corpo de Jesus. 

E de fato, a simple aparição do corpo teria derrubado toda a pregação dos seus seguidores. Ainda assim, ninguém conseguiu explicar o fato.

Evidências internas

Expliquei o que são evidências internas quando falamos sobre a veracidade dos escritos do novo testamento, e aqui, novamente, podemos observar essas evidências.

Nos Evangelhos os autores narram o encontro de Cristo ressurreto com diversas pessoas:

  • Maria e Maria Madalena
  • Pedro e os demais apóstolos na segunda pesca maravilhosa
  • Os discípulos na estrada para Emaús
  • Jesus come com seus apóstolos
  • Entre outras aparições.

Todas elas poderiam ser investigadas e refutadas e os apóstolos mencionaram essas histórias como fatos em seus relatos.

A mais incrível evidência interna, pelo menos para mim, está na primeira carta de Paulo à Igreja de Corinto, onde Paulo diz que Jesus apareceu para Pedro, aos 12 e “depois foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até hoje”.

Paulo alega em um documento que circulava livremente dentre as igrejas que Jesus ressurreto havia sido visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez. 

Ou Paulo estava muito convicto do fato e conhecia essas testemunhas, ou ele arriscou a credibilidade de todos os seus escritos fazendo uma afirmação que poderia ser facilmente refutada.

A primeiro opção me parece, de fato, mais provável.

Essas são algumas evidências históricas que podemos observar que existe sim uma probabilidade real de Jesus Cristo ter ressuscitado e de fato ser quem ele alegava ser.

Conclusão: o que tudo isso implica?

Após analisarmos documentos e fatos históricos podemos concluir que de todas as afirmações a respeito de Jesus, podemos realmente acreditar em apenas duas.

Ou Jesus Cristo era um maluco megalomaníaco ou Jesus era e é Deus.

Precisamos fazer a nossa escolha. Se de fato cremos que ele era um louco, nada muda. A vida continua igual, mas pelo menos podemos admirar como a loucura desse homem impactou o mundo.

Mas se cremos que Jesus era Deus, isso implica em muita coisa. Implica em dizer que seus ensinamentos estavam corretos, que ele ressuscitou e que ele é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Um Deus que se fez carne e morreu pelos pecados daqueles 11 homens, pelos meus e pelos de todo aquele a quem nele crer.

Como diz Tim Keller, famoso pastor americano: “Todas as religiões dizem ‘venha, eu vou lhes mostrar como encontrar Deus’. Jesus disse ‘eu sou Deus e vim para encontrar você’”.

O meu conselho final? Seja encontrado. Se Jesus realmente é Deus, não é possível que você não vai querer conhecê-lo.

* Todos os temas desse texto foram tratados de forma resumida e simplória para conseguirmos ter um panorama geral de quem foi Jesus.

Para aprofundar mais nos assuntos tratados recomendo os seguintes livros:

Caso tenha outras indicações, deixe nos comentários!

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