O que é a Páscoa

O que é a Páscoa? Entenda a origem e o verdadeiro significado da Páscoa

Um dos feriados mais populares de todo o mundo ocidental é a Páscoa.

É difícil conhecer uma pessoa que não gosta dessa data, afinal, é um feriado e ainda regado de muito chocolate.

Mas o significado da Páscoa vai muito além disso. E hoje, é fácil saber que a Páscoa representa o dia da ressurreição de Jesus Cristo.

Mas como surgiu a Páscoa? 

Vocês sabia que os Judeus celebravam a data milhares de anos antes do nascimento de Cristo? Se a Páscoa, de fato, representa a morte e ressurreição de Jesus, por que ela é celebrada pelos Hebreus antes do seu nascimento?

É isso que vamos entender nesse conteúdo. O significado da festa, a sua origem e as diferenças da Páscoa Judaica e da Páscoa Cristã.

Vamos lá!

O que é a Páscoa? Qual o significado

A Páscoa ou Domingo da Ressurreição é uma festa religiosa de origem judaica, mas hoje mais popular como a celebração da ressurreição de Jesus Cristo.

A palavra Páscoa, do hebraico Pesach, significa “passar por cima” ou apenas “passagem”. E vem na sequência da Sexta feira da Paixão, que representa o dia da morte de Cristo, que morreu na sexta — ou na quinta, existem divergências quanto ao dia — e ressuscitou no domingo. 

Vamos entender o nome mais à frente.

A Páscoa não acontece em apenas um dia, o evento já começa 40 dias antes, com a fase da preparação, a famosa quaresma. Um período de jejum.

E na última semana temos a Sexta Feira da Paixão e, por fim, o domingo de Páscoa.

É assim que é celebrada a Páscoa que conhecemos hoje, mas é fundamental entendermos a origem dessa festa.

Pesach: a Páscoa Judaica

A primeira Páscoa aconteceu muitos anos antes de Cristo. Quando o povo de Israel era um povo escravo dos egípcios.

A Pesach é uma das principais festas judaicas, que marca uma das mais importantes datas da história do povo judeu. 

A saída do Egito.

O que é a Páscoa: cena de o Príncipe do Egito
Cena de O Príncipe do Egito

A história começa com Deus dizendo que ouviu o clamor do seu povo (Ex 3.9). E envia Moisés para o Egito.

A missão de Moisés era libertar o povo hebreu. Assim acontecem as Dez Pragas do Egito, e na décima praga que acontece a instituição da Páscoa.

No capítulo 12 do livro de Êxodo, Deus instituiu a Páscoa. Os judeus celebrariam a sua saída do Egito.

Ela acontece durante a Décima praga, onde Deus derramaria a sua ira contra toda a maldade e pecado do povo egípcio. Essa ira divina mataria os primogênitos dos egípcios, mostrando toda a impotência de seus deuses.

Porém, para essa ira não entrar nas casas dos hebreus foi necessária uma marca. Essa marca seria um sangue passado nas orlas das portas.

Esse sangue seria de um cordeiro perfeito, sem defeitos, puro e imaculado. Esse sangue seria a marca que libertaria o povo de Israel.

Esse é o cordeiro pascal. Assim, a ira divina “passava por cima” das casas do Israelitas (Ex 13.13). O sangue era o sinal.

Cena de O Príncipe do Egito

E é essa praga final que culminou na libertação do povo hebreu de sua escravidão, marcando o início do êxodo para a terra prometida.

Então a Páscoa é uma festa judaica, que representa a libertação de um povo da escravidão, salvos por um sinal de sangue em suas casas e marca o início do êxodo.

O que Jesus tem a ver com essa história?

A Páscoa Cristã

A data representa a festa mais importante do cristianismo, uma vez que a base de toda de toda a crença é a ressurreição de Jesus Cristo.

Apesar de em um olhar superficial a Páscoa Hebraica não ser parecida com a Cristã, quando fazemos uma análise detalhada percebemos que a festa dos hebreus sempre apontou para a festa que hoje é celebrada pelos Cristão.

Todos os elementos presentes na Páscoa original apontavam para uma muito maior, o maior evento da história da humanidade.

A Páscoa Cristã também celebra a liberdade da escravidão, cordeiro imaculado é morto, o seu sangue salva todos os que são marcados por ele e se dá início um novo êxodo.

Vamos entender cada um desses elementos.

Egito: o Pecado humano

Escravidão no Egito. A primeira Páscoa

Se o povo de Israel era escravo dos egípcios, a raça humana é escrava de um inimigo muito mais poderoso: o seu próprio pecado.

Paulo nos diz na carta aos Romanos que não existe um justo, não há um sequer, não há quem faça o bem (Rm 3: 9-18). E os profetas e os salmistas do antigo testamento também já faziam as mesmas afirmações.

Somos reféns dos nossos desejos e somos ruins, ao ponto de que dificilmente uma pessoa teria coragem de gravar os seus pensamentos (todos) de uma semana e apresentar para os seus mais chegados confidentes.

E o próprio Jesus diz que “todo aquele que vive pecando é escravo do pecado”, mas completa “…se o Filho os libertar, vocês, de fato, serão livres” (Jo 8: 34-36).

As falas de Jesus revelam esperança. O Filho pode nos libertar. E é o Filho de Deus quem é enviado para libertar-nos da escravidão

Jesus Cristo: o Cordeiro Pascal

“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o Pecado do Mundo!” (Jo 1: 29)

Essa é a frase que João Batista exclama ao ver Jesus. E o Apóstolo Paulo também vai chamar o Cristo de o Cordeiro Pascal (1Co 5: 7).

Jesus é o verdadeiro cordeiro da Páscoa celebrada pelos Cristãos. E ele quem é imolado em nosso lugar. 

Assim como a Ira de Deus se acendeu contra toda maldade e o pecado do Egito, assim ela está acesa perante toda a humanidade pecadora. (Rm 1: 18)

Porém, Deus enviou o seu único filho para todo aquele que nele crê não pereça (Jo 3:16). O Filho de Deus recebe toda a Ira divina e se sacrifica para que pecadores desfrutem da vida eterna.

Assim como um cordeiro perfeito morreu para salvar cada casa judaica no Egito, assim também, Cristo se entregou para salvar a vida de todo o que se rende a Ele.

O valor de um sacrifício está diretamente ligado ao valor do objeto sacrificado. Por isso, o sangue de animais não era o suficiente para a remoção de pecados (Hb 10: 4), por mais perfeito que fossem esses animais.

Porém, Jesus Cristo é o Cordeiro perfeito, o homem que não conheceu pecado, o Deus que se esvaziou e assumiu o lugar de pecadores, recebendo toda a Ira divina. 

E esse Jesus pagou o preço para nos livrar da escravidão.

Sangue: o preço da Redenção

Cena de O Príncipe do Egito

O momento mais importante da Páscoa judaica acontece quando o sangue do cordeiro é passado na porta. 

É esse sangue que retira a Ira divina e faz com que o Anjo que trazia essa punição “passasse por cima” das casas dos hebreus.

Assim será quando Deus trouxer a Ira divina para a Terra, punindo toda maldade e injustiça. Por meio do sangue de Jesus, nós também somos livres da morte. Deus vai “passar por cima” de todo aquele que for marcado pelo sangue do seu Filho (Cl 1:20).

Assim, já não há mais nenhuma condenação sobre nós (Rm 8:1). O sangue do Cordeiro foi o sangue da Redenção (Rm 5:9).

Poucas pessoas sabem o verdadeiro significado da palavra Redenção.

Redenção é pagar um preço. Nos tempos do Antigo Testamento um escravo poderia ser liberto caso ele, ou alguém que quisesse libertá-lo, pagasse o valor do seu resgate.

Assim, ele era redimido. Redenção é pagar um resgate!

O sangue de Jesus é o preço pago para nos resgatar da escravidão do pecado. O preço foi pago de uma vez por todas e, hoje, somos livres.

Fomos resgatados e libertos pelo sangue de Jesus (1Pe 1:17-21; Ap 1:5-6).

Além de pagar o resgate, o sangue de Jesus nos lava dos nossos pecados, nos tornando limpos e apresentáveis perante um Deus santo e puro.

O sangue de Jesus nos justifica contra toda e qualquer acusação da lei ou do pecado contra nós (Rm 8:33).

E ele é também o sangue da propiciação, ou seja, ele apazígua a Ira divina que deveria ser descarregada em todo aquele que foi liberto pelo sangue.

Êxodo: a caminho da Terra Prometida

O que é a Páscoa: êxodo
Cena de O Príncipe do Egito

Se a Páscoa judaica culmina em um êxodo, a Páscoa Cristã também.

Jesus não nos libertou do pecado para vivermos livres nessa terra, mas para termos livre acesso ao Pai e podermos viver a eternidade com Deus.

Todo Cristão sabe que está aqui de passagem, sua esperança está de fato na vida porvir, que será “incomparavelmente melhor” (Fp 1:23) onde finalmente se relacionará com Deus face a face.

É essa a Terra Prometida, é para entrar nela que o Senhor nos libertou. Uma terra sem lágrimas, luto ou morte (Ap 21:4); uma terra sem mentira ou abominação (Ap 21:27); onde o Senhor será nosso Deus e nós os seus filhos (Ap 21:7).

Se a nossa esperança em Cristo está nessa terra e não na que está por vir, somos os mais infelizes dos homens (1Co 15:19).

Porém existe uma diferença marcante entre as duas páscoas.

A morte e a ressurreição de Cristo

A ressurreição de Jesus é o que mostra, de fato, a sua vitória sobre a morte. 

É porque Cristo ressuscitou que podemos crer que existe a vida eterna, em seu Senhorio sobre todo o universo, sua divindade e a convicção de que todas as suas promessas serão cumpridas.

“Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Crês isto?” (Jo 11:25-26).

É essa ressurreição o fator determinante, que faz o Cristão se render totalmente e viver e morrer para Cristo, para sermos semelhantes em sua vida e morte, para também o sermos em sua ressurreição.

Agora estamos mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus (Rm 6:5-11).

Esse é o grande e verdadeiro significado da Páscoa. Que Jesus Cristo se entregou por pecadores, nos libertou da escravidão do pecado e nos prometeu um novo lar, uma nova Terra Prometida. Eterna!

Tudo o que aconteceu na Páscoa hebraica, predizia e apontava para a vinda do Messias.

Ele nos libertou e nos convida para um vida eterna com ele.

Mas creio que você esteja se fazendo uma última pergunta, certo? E quanto ao ovo? Onde o ovo entra nisso tudo?

O Ovo de Páscoa

O Ovo de Páscoa também é mais antigo que Páscoa Cristã, que representa a fertilidade e o renascimento da vida.

Em várias culturas a troca de ovos era um costume que celebrava o início da primavera. Nesses ovos eram pintados desenhos e gravuras coloridas.

Essa tradição ainda é muito comum em vários países. Embora aqui no Brasil, optamos por trocar ovos de chocolate (ainda bem).

Voltemos à origem.

Quando os Cristãos começaram a celebrar a Páscoa, eles se apropriaram do elemento do ovo como uma representação da ressurreição de Jesus. 

A tradição dos ovos de chocolate veio dos Pâtissiers franceses que, segundo consta, preenchiam ovos de galinha com chocolate antes de pintá-los por fora.

É normal vermos na história a apropriação de elementos pagãos em festas cristãs, isso acontecia pela preocupação dos clérigos de conquistar novos fiéis.

Certo ou não, são fatos históricos. Espero ter matado a curiosidade.

E quanto ao coelho?

As histórias do coelho divergem um pouco, mas você pode saber mais aqui.

Fato é que os coelhos também são figuras populares na representação da fertilidade e da vida.

Os verdadeiros símbolos da Páscoa

Concluímos então que o coelho e o ovo nada tem de representação bíblica para a festa da Páscoa.

Apesar disso, eu recomendo (e muito!), que você troque os seus ovos e curta o momento. Porém lembre-se que os verdadeiros elementos para celebrar a Páscoa estão na ceia do Senhor.

O cálice, que representa o sangue e o pão, que representa o corpo do Senhor. O próprio Cristo nos ensinou, na Páscoa mais importante de todos os tempos, enquanto ceava, que fizéssemos isso em sua memória.

E toda vez que o fazemos, anunciamos a morte de Cristo até que ele venha.

Que nessa Páscoa nos lembremos do verdadeiro significado da Páscoa, que nos lembremos que fomos libertos da escravidão por meio de Cristo.

E hoje aguardamos a sua volta!

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